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Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração

Who am I?

Can I conceal myself for evermore?
Pretend I'm not the man I was before?
And must my name until I die
Be more than an alibi?

Lycaen D'Tales

estudante de direito, rpgista, eclético, sincretista, e tantos outros adjetivos similares. apreciador de bons textos e músicas.

ICQ : 8688684

Qualquer canção de dor
Não basta a um sofredor
Nem cerze um coração
Rasgado
Porém, ainda é melhor
Sofrer em dó menor
Do que você sofrer
Calado

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:: sexta-feira, agosto 27, 2004 ::

E fatalmente, cedo ou tarde, você viverá uma cena como essa. Ser um romântico solitário em algum dark café ou um anti-romântico num relacionamento vazio. Ainda prefiro acrditar nas pretty lies...

Last Time I Saw Richard – Joni Mitchell

The last time I saw Richard was Detroit in '68,
And he told me all romantics meet the same fate someday
Cynical and drunk and boring someone in some dark cafe
You laugh, he said you think you're immune, go look at your eyes
They're full of moon
You like roses and kisses and pretty men to tell you
All those pretty lies, pretty lies
When you gonna realise they're only pretty lies
Only pretty lies, just pretty lies

He put a quarter in the Wurlitzer, and he pushed
Three buttons and the thing began to whirr
And a bar maid came by in fishnet stockings and a bow tie
And she said "Drink up now it's gettin' on time to close."
"Richard, you haven't really changed," I said
It's just that now you're romanticizing some pain that's in your head
You got tombs in your eyes, but the songs
You punched are dreaming
Listen, they sing of love so sweet, love so sweet
When you gonna get yourself back on your feet?
Oh and love can be so sweet, love so sweet

Richard got married to a figure skater
And he bought her a dishwasher and a Coffee percolator
And he drinks at home now most nights with the TV on
And all the house lights left up bright
I'm gonna blow this damn candle out
I don't want Nobody comin' over to my table
I got nothing to talk to anybody about
All good dreamers pass this way some day
Hidin' behind bottles in dark cafes
Dark cafes
Only a dark cocoon before I get my gorgeous wings
And fly away
Only a phase, these dark cafe days

:: E assim fora escrito ... ::
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:: sábado, julho 31, 2004 ::

Bem, no post de hoje não teremos música ou poema, mas um texto de um grande amigo: Dhanyel. Há tempos estava querendo publicar esse texto, mas ele era muito grande para o Flog, e talvez também nem fosse adequado para aquele espaço, mas para cá é perfeito. Mas primeiro vamos falar do autor (nada mais justo do que vangloriar o autor quando vamos usar o texto dele). Esse senhor é um dos poucos, atualmente, que eu posso sentar e falar desde futilidades até filosofia, e é claro, com a mesma profundidade (ele com certeza não fala de Kill Bill quando eu falo de Sartre...:o) ). Mas uma coisa que eu mais estou aprendendo a respeitar e congratulá-lo (além de sua intelectualidade e habilidades culinárias) é o fato que quando alguém realmente faz uma daquela pisadas de bola homéricas, ela perde qualquer chance que tinha para com ele. No princípio, eu acha isso muito extremista (acreditava que devemos dar a segunda, terceira,..., milionésima chance para o ser em questão), mas agora começo a ver que ele tem muita certeza no que faz. Se alguém quebra sua confiança num erro fundado totalmente numa falha de caráter dessa pessoa, não adianta novas chances, pois dificilmente ela vai mudar o caráter do dia para noite. Ninguém nasceu grudado a ninguém, e é deveras tolo pensar que alguém é insubstituível.


Mas agora vamos ao texto (hehe chega de inflar o ego do rapaz). O título é perfeito, pois infelizmente, no meu caso, esse também serve como um segundo manifesto (é, têm pessoas que são incapazes de entender a mensagem de primeira). As proposições são todas muito boas, mas as de número 1, 2, 5, 6, 8, 18, 19, 20, e 22 devem ser lidas, relidas e se possível decoradas. Fariam do mundo (ou já pelo menos o meu) num lugar bem mais afável.


Reparem no apotegma que finaliza o texto. Simplesmente perfeito!


Manifesto II: Guia para minimizar a reação dos seus problemas na vida dos seus amigos.


“1. Não seja estúpido, amigos a gente escolhe, e troca quando precisa descobrir o que é amizade, ou eles trocam a gente quando nós precisamos aprender que somos, irremediavelmente, imbecis.

2. Nenhuma amizade verdadeira sobrevive a dependência afetiva, carência emocional ou imposições sentimentais egoístas.

3. Amigos são indivíduos, não partes de nós que precisam ser melhoradas.

4. A amizade nasce da confiança, carinho e afeto entre as pessoas, as conveniências de determinados relacionamentos não são amizades por isso não as considere como total, você se machuca e machuca os outros.

5. Seja educado, ninguém é obrigado a nada. Mesmo a mais fiel das relações tem limites que não devem ser cruzados.

6. Se você quer ser compreendido, compreenda primeiro. Se você quer ajuda, ajude antes. Se você se acha sozinho e infeliz, se encontre primeiro, não busque você em outras pessoas.

7. Aprenda; ninguém dá valor aquilo que não compreende, então faça antes de querer que façam por você. As dificuldades de determinadas coisas existem para quem tenta não para quem vive hipoteticamente.

8. Não fuja de seus problemas, seus amigos merecem a verdade, e, não fazer parte, ou, ser ator de ocasião, das suas viagens alucinadas da sua própria incapacidade de encarar a vida de frente.

9.Não dissemine o que há de podre em você, amigos de verdade sabem pedir partes da sua carga para dividir o peso com você. Se ninguém faz isso por você, você não tem amigos.

10. Destine suas reflexões a você, sua compreensão aos outros. Se você passa mais tempo em paranóia buscando defeitos e pensando "no-que-os-outros-fazem-comigo" ao invés de se ater em como você tem sido com outros, você é egocêntrico e hipócrita.

11. As pessoas não merecem carregar o estigma de serem suas amigas se você não é amiga delas, tenham vergonha e procure pessoas que possam ser fieis a você e não convenientes ao teatrinho encantado da sua vida.

12. Os humanos são falhos, os amigos são humanos, os amigos são falhos. Falhas não merecem pedras, humanos merecem amor. Mãos que carregam pedras seguram um coração que não carrega amor.

13. Seja firme em seus propósitos, você não é justo quando seus amigos não sabem quem você é, ou pensam que você é outra pessoa.

14. A sua maior idiotice nasce quando você acha que a sua esperteza aliada a confiança que depositam em você é suficiente para que você faça o que quiser.

15. Os amigos compreendem infinitamente, mas você precisa permitir que eles não precisem compreender mais, nem compreender ainda.

16. Faça o que fizer, tenha em mente que ações geram reações. Fazendo, você abre precedente para que façam o mesmo com, contra, para você!

17. Amigos são mais do que presentes de aniversários e cartões de natal, não os substitua por telefonemas e e-mails.

18. Não seja covarde, não atinja seus amigos em momentos de fúria, as pessoas fazem isso usurpando a confiança e a cumplicidade dos relacionamentos. Pense se você teria coragem de fazer o mesmo com um estranho, se não tiver você esta sendo vicioso e nojento e baixo.

19. Não seja desprezível, se seus amigos não te agradam procure novos. Não existe um senso de justiça universal que possibilitara que todas as coisas que lhe foram feitas sejam vingadas ou reparadas. Cresça.

20. Se você acha que aqueles que te cercam só gostam de você se são platéia para o quanto você é bom, ou para o quanto você sabe, ou talvez para o quanto você precisa de atenção, GET OUT, você precisa mais da sua própria atenção, do seu amor próprio e da sua auto-estima do que de qualquer outra coisa.

21. Se você não tem auto-estima, amor próprio e consciência de você mesmo, você não serve para ter amigos, e, com certeza, você não tem amigos. Não busque suprimentos de emoções genéricas para coisas que você não carrega com você.

22. Amigos não são supermercados emocionais. Eles não têm que te dar alegria. Vender confiança ou emprestar dedicação a suas causas pessoais.

23. Amizade é uma via de duas mãos.

24. Amigos não são ilhas e amizades não são feudos. Relacionamentos não são comunistas e a intimidade não é cristã.

25. Amigos não têm bula, nem manual de instruções, seja prático respeite sua ignorância e não subestime aqueles que você conhece.

26. Seja sincero. Fez; assuma. Errou; repare. Não conseguiu; tente novamente. Intenções sinceras são vistas nas tentativas não nos resultados.

27. Amizade é algo que se divide e não existe em modo solo, ou single. Se você se considera completo e independente, você não precisa de amigos. E eles não precisam de você.

28. Calma, seres humanos precisam de calma. Faz apenas 6 milhões de anos que passamos de algo que era nada para um organismo monocelular.

29. Amigos foram feitos pra andar do lado da gente, não em baixo, nem acima. Nem atrás nem na frente, não foram feitos para nos carregar nem para serem carregados. Amigos são pessoas como nós e isto é qualificação suficiente.

30. Se um dia uma pessoa que foi sua amiga decidir que será sua inimiga, de cabo da sua vida ou da dela. Amigos de verdade se conhecem, é o conhecimento é o inferno da humanidade.”


“Hitler e seus amigos fizeram uma guerra e criaram o genocídio. Fidel e seus amigos tomaram uma nação. Jean-Baptiste Alure e seus amigos destruíram um império. Jesus e seus amigos libertaram seu povo. Tome cuidado você não conhece meus amigos.”



:: E assim fora escrito ... ::
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:: segunda-feira, julho 26, 2004 ::
É, são por essas e outras que eu nunca digo que “dessa fonte nunca mais beberei”. Pois é, novamente volto a blogar. Pode até parecer estranho, como a nova mania do Flog, ou mesmo com essa nova invenção que é o Orkut (é, o sonho de todo Narciso é um mar de espelhos). Mas no fundo essa é uma mídia única; e volto a ter vontade de escrever minhas idiossincrasias. A vós leitor só resta a opção de ler ou não.

Bom, apesar de algumas similaridades, este blog será um pouco diferente do antigo Maestiter Contristare. No Maestiter clássico havia sempre a melancolia, tristeza e creepitude como musas inspiradoras, verdadeiras linhas mestras. Não que eu não volte a beber dessas águas, mas agora os temas serão mais abrangentes (também porque a experiência me trouxe a constatação que nem sempre somos creeps ou depressivos). Todavia, não consigo imaginar uma estrutura sem uma música ou um poema. Desse lirismo não posso fugir. Porém contaremos com uma outra inovação. Entre os posts, e espero que com certa freqüência, colocarei partes de um conto que no momento estou escrevendo. Um velho projeto que resolvi tirar da gaveta, e ver aonde consigo levá-lo. Mas hoje eu começo (ou melhor, recomeço) com uma canção.

E, para começar bem, um grande sucesso das paradas (como bem sabem todos aqueles que andam no meu carro), Air Supply. Eles simplesmente conseguiram reunir um repertório invejável e mundialmente reconhecido, indo de músicas românticas às mais depressivas. Um verdadeiro clássico.

E Goodbye é uma música que fica bem no meio termo desses extremos. Talvez não tão no meio, mas ela não é uma das piores. Nela, o eu-lírico (eba!!! Eu adoro o eu-lírico) termina um relacionamento com alguém que ele até amava, que era importante para sua vida, mas que, no entanto, não estava mais sendo bom, não era mais como no passado. O eu-lírico faz um sacrifício (Though it's gonna hurt us both/ There's no other way than to say goodbye) por saber que manter aquele relacionamento só traria mais dor e problemas para os dois, e ele preferiria sofrer a vê-la chorar (I would rather hurt myself/ Than to ever make you cry).

Quantas vezes prolongamos um relacionamento apenas para manter uma posição, pelo medo de enfrentar uma nova realidade, pelo medo da solidão. Apesar de ser evidente que já não há mais futuro a relação, continua-se protelando um estado insustentável. O ato de extrema coragem do eu-lírico de confessar que não é capaz mais de satisfazer as pretensões de sua amada (You deserve the chance at the kind of love/ I'm not sure I'm worthy of) além de nobre, é também o mais acertado, pois coloca-se fim a uma ilusão que ambos alimentavam.

Porém, a parte mais interessante da música é quando o eu-lírico confessa que vive uma mentira (You would never ask me why/ My heart is so disguised/ I just can't live a lie anymore). É nessas horas que deveríamos nos perguntar se não são apenas as máscaras que vestimos que vivem os relacionamentos ou mesmo a ausência deles. Muitas vezes interpretasse-se um papel que nos afasta das situações concretas, de sentimentos ou, no melhor dos casos, de sofrimentos que gostaríamos de não vivenciar. Mas interpretar um papel nunca é viver de verdade...

Ah, e como não poderia deixar de ser, eu sou sempre muito prolixo. Well, there's nothing left to say but goodbye. :o)

Goodbye – Air Supply

“I can see the pain living in your eyes
And I know how hard you try
You deserve to have so much more
I can feel your heart and I sympathize
And I'll never criticize all you've ever meant to my life

I don't want to let you down
I don't want to lead you on
I don't want to hold you back
From where you might belong
You would never ask me why
My heart is so disguised
I just can't live a lie anymore
I would rather hurt myself
Than to ever make you cry
There's nothing left to say but goodbye
You deserve the chance at the kind of love
I'm not sure I'm worthy of
Losing you is painful to me

You would never ask me why
My heart is so disguised
I just can't live a lie anymore
I would rather hurt myself
Than to ever make you cry
There's nothing left to try
Though it's gonna hurt us both
There's no other way than to say goodbye”

:: E assim fora escrito ... ::
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